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Lula quer convencer países parceiros de que etanol é viável

mpv @ 17:14

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou neste domingo (1º), em Roma, que o objetivo principal do Brasil na Conferência da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) sobre Segurança Alimentar, Mudanças Climáticas e Bioenergia, que começa terça-feira (3) na capital italiana, é convencer os parceiros internacionais que o etanol brasileiro não ameaça a produção de alimentos.

De acordo com a "BBC", o presidente afirmou que a campanha internacional do governo a favor do etanol brasileiro é "uma guerra necessária" para o Brasil. Segundo ele, ONGs, fazendeiros europeus e a indústria automobilística da Europa estão entre os que fazem campanha contra o etanol.

"Não é o etanol que faz subir o preço dos alimentos, porque o Brasil, que produz mais biocombustíveis, também produz mais alimentos", afirmou.

Segundo Lula, a conferência será uma oportunidade de o Brasil dar seqüência ao debate sobre combustíveis alternativos para as próximas décadas.

"Estamos convencidos de que o mundo pode relutar, mas vai ter de assumir a responsabilidade de usar outros combustíveis", afirmou o presidente à "Agência Brasil", em entrevista na Embaixada do Brasil.

Lula chegou no sábado (31) à cidade para participar da conferência. Em seu discurso na cerimônia de abertura, o presidente fará uma defesa dos biocombustíveis, apontado por alguns países como um dos vilões na alta dos preços dos alimentos.

Foto: Valter Campanato/ABr
Valter Campanato/ABr
O presidente e a primeira-dama, na sacada da Embaixada do Brasil em Roma. (Foto: Valter Campanato/ABr)

Na entrevista deste domingo, o presidente disse ainda que o Brasil apresentou alternativa consistente e que os biocombustíveis e o etanol podem ser "a grande chance do território africano". Ele lembrou que o clima na África é muito parecido com o do Centro-Oeste brasileiro e por isso o governo pretende transferir tecnologia para a produção desses combustíveis em países do continente.

O presidente também voltou a criticar os subsídios

agrícolas dos países ricos, que criam

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